domingo, 5 de fevereiro de 2017

Quanta dor há em meu peito,
Vez ou outra impossível dissimular,
A tristeza que sinto dá sempre um jeito
De me fazer lágrimas derramar.

Mudo os pensamentos em desespero,
Tentando o choro evitar,
Mas as feridas que trago aqui dentro
Insistem em querer falar.

Mas o que dizem não é ouvido,
E o desespero só faz aumentar.
A solidão sussurra: Não há outro jeito.
Tens que desta dor se libertar.

Enchendo de coragem o medo,
Ando por onde não quis caminhar,
E sinto no corpo o manto gélido,
Que a morte veio me entregar.

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