quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Ando sempre daqui para ali
Na esperança de que algo aconteça.
De súbito, eu sinta o que nunca senti,
E o desespero, ao fim, não me enlouqueça.

Se paro, a angústia me pesa o corpo,
Como se fosse eu a minha doença,
Os olhos estáticos pedem socorro
E a solidão implora que alguém apareça.

No fim, uma única verdade sempre resiste,
Porque a dor  me impede que eu a esqueça:
Ninguém entende como é estar sempre triste,
Mesmo que a felicidade às vezes aconteça.

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